14 de jul de 2016

Guitarra: O que estudar, e como?

 
Está aí, uma pergunta que ouço com frequência, e sempre surgem respostas muito vagas, então vou abordar meus pontos de vista. Acredito que aprender a tocar guitarra seja dominar uma gama de técnicas, nem que sejam algumas, para ficarem na ''manga'' para quando necessário for, serem usadas. Acho que abster-se de alguma técnica, de aprender algo, é fechar-se idiotamente para uma ferramenta nova, uma forma de se expressar. Já vi alunos dizerem ''eu não vou aprender tapping, pois o Slash não usa'', ou ''porquê vou usar o dedo mindinho se o Eric Clapton não usa?'' . Bem…você não é o Slash e nem o Clapton, que possuem uma linguagem própria e ajudaram até mesmo a redirecionar os rumos da guitarra. Então, vamos nos recolher à nossa posição, e deixemos quem tem genialidade ''divar'' merecidamente. Nós, pobres mortais, vamos estudar. Então, como fazer isso?

28 de jan de 2016

A parábola do filho pródigo (Lc 15:11-32) // Carry On My Wayward Son (Kansas)


Carry On My Wayward Son - Stryper

"Carry on my wayward son
"Continue, meu filho desobediente
There'll be peace when you are done
Haverá paz quando você estiver terminado
Lay your weary head to rest
Coloque sua cabeça cansada para descansar
Don't you cry no more"
Não chore mais"

   Ouvindo hoje pela manhã  "Carry On My Wayward Son" do Kansas, um clássico do Rock 'N Roll; me veio a mente esta tão conhecida parábola bíblica que compartilho com vocês.
 Fiquem aí com um estudo rápido sobre a parábola do Filho Pródigo (Lc 15:11-32); e se preferirem deem um play nesse excelente cover de "Carry On My Wayward Son", feito pelo Stryper no  álbum "The Covering".


Por David Murray

Infelizmente, eu posso escrever sobre o filho pródigo por experiência própria. Felizmente, eu posso escrever sobre o filho pródigo por experiência própria. Vamos juntos entrar na mente e no coração deste jovem homem e ouçamos os seus pensamentos e palavras em vários estágios de sua imprudência e arrependimento.

Texto de Lucas 15:11-32

Estou farto (versículo 12)

Papai é um cara legal, um cara sábio e, felizmente, um cara que perdoa. Ele é gracioso e generoso com todos em nossa família, especialmente comigo, e até mesmo com seus servos. Eu não deveria ter queixas, e eu não tenho, fora o fato de que, bem, a vida aqui é bastante chata.

Meus amigos voltam dos seus trabalhos na cidade com experiências tão incríveis e histórias emocionantes para contar. Eu não tenho nada disso. A vida aqui é tão previsível, tão rotineira, tão comum, tão chata.

Mas isso tudo vai mudar, e hoje é o dia. Pedirei ao Papai para me dar um adiantamento da minha parte na herança, e depois eu vou partir para uma vida maior e melhor. Provavelmente ele vai dizer não, mas eu tenho algumas cartas na manga.

Estou livre (versículo 13)

Não acredito. Estou na estrada. Até que enfim, livre. Sem culto no domingo, sem devocionais familiares, sem “volte para casa à meia-noite”, sem o Papai me vigiando, sem tédio.

Sou livre para escolher meus amigos, livre para escolher minhas próprias namoradas, livre para experimentar o que eu quiser, livre para ser eu mesmo, livre para ser quem eu quiser ser.

Foi um pouco doloroso ver o rosto do meu pai quando falei com ele. Mas o dinheiro é meu, afinal. Estou apenas recebendo-o alguns anos mais cedo. E eu não vou gastá-lo todo de uma vez. Não sou tão burro. Vou investir um pouco e guardar um pouco, mas vou, definitivamente, me alegrar em gastar um pouco também.

Claro, os últimos dois dias foram um pouco parecidos com um pesadelo, com a Mãe e o Pai deprimidos o dia todo e conversando até tarde da noite. Mas o meu irmão estava bem feliz de me ver indo embora. “Sr. Perfeitamente Orgulhoso” nunca fez nada de errado na vida.

Enfim, cuidado aí, mundo, aqui vou eu.

14 de jan de 2016

Um papo sobre: Jesus, Vida & Rock 'n Roll

  

  Você que é cristão e curte ouvir rock/metal já deve ter ouvido a seguinte frase: "O DIABO É O PAI DO ROCK", e suas inúmeras variantes; amplamente difundida no meio evangélico e secular.
E pasmem vocês, já ouvi de uma ex-colega de trabalho que tal frase se encontrava na própria Bíblia.  É eu sei, triste né?!

  Nem preciso me estender em tentar explicar o quanto essa frase é defasada. Mas algo que não posso deixar passar em branco é o fascínio por parte de alguns evangélicos em atribuir de bate-pronto algo criado pelos homens ao diabo; principalmente manifestações artísticas, tecnológicas e culturais. Sendo que deveriam levar em consideração no mínimo, que esse dom criativo é fruto da sabedoria doada e herdada da imagem e semelhança que possuímos do próprio Deus (imago Dei).

  Na maioria das vezes sempre que surge uma novidade, a primeira reação é a desconfiança seguida do boicote. Não que isso seja de todo ruim, mas o problema surge quando "presenteamos" a satanás com tudo que é novo e diferente do "padrão crentês tupiniquim", por pura preguiça de pensar e tentar enxergar algo belo ou útil além do muro evangélico atual (ou por outros interesses mesmo).
O mais engraçado é que as novidades do mundo go$pel, novas (e antigas) aberrações teológicas, lobos ocupando púlpitos e a grade da tv aberta,  não sofrem esse mesmo boicote. Preferem boicotar um gênero musical, um filme, um irmão que está estudando teologia demais, ou um comercial de perfume.
Já visitei igrejas que abusavam dos chamados corinhos de fogo, forrózinhos santos, e coisas que lembravam músicas usadas no candomblé reclamarem e proibirem seus membros de ouvirem rock, por ser uma música "mundana" e demoníaca. Coerência zero hein.

  Todavia não quero ser ingênuo e dizer que todo artista ou música de rock é saudável ouvir, e que não há ou nunca houveram momentos em que foram usadas de maneira contraria aos princípios cristãos. Mas generalizar e demonizar o rock, ou qualquer outro ritmo, por talvez, desinformação ou não afinidade com o gênero é tolice.
Sim, eu parto do princípio que não é pecado ouvir músicas seculares; mas sugiro que todas elas passem no mínimo pelo teste de Filipenses 4:8 -  "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai."
O Rock é música, a música é arte, e a arte é expressão do artista que a produziu; logo ela pode ser usada para inúmeros propósitos. Recomendo que haja filtros naquilo que você ouve e consome, buscando sempre glorificar a Deus; pois esse é o propósito maior e final de todo ser humano. "Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus." (1 Coríntios 10:31)

  Há pessoas que preferem escutar apenas bandas cristãs do gênero; apoio também a ideia. Ainda mais por saber que musicalmente falando, a maioria dessas bandas cristãs não deixam a desejar em nada em comparação a bandas não cristãs (seculares). E também dá uma certa tranquilidade por supostamente estarem cantando algo com princípios cristãos e/ou totalmente baseados na Bíblia. Coloquei "supostamente" de propósito, pois mesmo tais bandas podem vir carregadas de erros teológicos em suas composições, e acabam ensinado distorções bíblicas.
Portanto em ambos os casos, bandas cristãs ou não; criem o hábito de pesquisarem a história da banda e as letras das músicas; comparando se estão de acordo com os ensinos das Escrituras Sagradas.
Um ponto importante nessa questão é ter autoconhecimento e respeitar quem pensa diferente de você. Autoconhecimento para buscar escutar apenas o que te edifica de alguma forma, e abrir mão de escutar algo que não te acrescenta coisas positivas e edificantes; mesmo que a banda seja musicalmente muito boa.

  Outro ponto importante de se fazer menção, é que infelizmente temos que saber lidar com esse problema: ser odiado pelos evangélicos por ser do rock, e ser odiado pelos do rock por ser evangélico. Há intolerantes de ambos os lados. O grupo que consegue conciliar as duas coisas certamente vai viver num tipo de underground do underground. São raros os que transitam nos dois mundos numa boa. Mas graças ao bom Deus as coisas tem melhorado.

  Sou imensamente grato a Deus por Ele em muitas oportunidades me enviar pessoas perguntando sobre essa relação do cristianismo e o rock; contando suas histórias e dificuldades, além é claro de poder compartilhar bandas que gostamos.  Orar por elas, aconselhá-las e ajudá-las é uma honra para mim.
Não sou a palavra final ou maior no assunto, e nem pretendo ser; mas divido experiências e busco apontar para Cristo como solução final e eficaz de tudo e em todos. "Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém." (Romanos 11:36)

  Encerro o texto indicando duas músicas onde as letras são bem legais e propícias ao que acabo de escrever.

God Bless You!

"God Gave Rock and Roll to You" - Petra

 

"Why Should The Devil Have All The Good Music"  - Larry norman





  por: Niko Lopes

5 de jan de 2016

A Declaração de Cambridge e Os Cinco Solas da Reforma



Sobre a Declaração de Cambridge

Durante a reforma protestante no século 16 algumas doutrinas que estavam sendo escondidas pela Igreja Católica Romana vieram à tona. Os reformadores lutaram e deram a vida para que a Bíblia fosse exposta de maneira sincera ao povo. Durante esse período revolucionário da nossa história cristã surgiram alguns lemas latinos que resumiam a oposição doutrinária a Igreja Católica.

Mais recentemente, na Aliança de Evangélicos Confessionais em Cambridge, Massachusetts em 20 de abril de 1996, vários líderes e teólogos cristãos se uniram para formular uma declaração doutrinária que ficou conhecida como Declaração de Cambridge. Essa declaração uniu esses lemas que juntos são conhecidos como as 5 solas da reforma. “Sola” significa “somente” e os 5 lemas representam as doutrinas básicas da fé protestante.

Fonte: Evangelho Urbano

30 de nov de 2015

Cristo, a lanterna dos afogados


(Lanterna dos afogados - Paralamas do Sucesso)

Na semana passada eu e minha esposa fomos pegos de surpresa com um telefonema às 6 horas da manhã avisando sobre a morte do meu sogro. Em momentos como esse acabamos nos questionando sobre várias coisas, como: o sentido da vida, o que plantamos, o que colhemos, o legado que deixamos e como será o amanhã.

Já no cemitério, antes do caixão descer, fiz uma reflexão e oração, não pelo meu sogro, mas por todos que ali estavam, e que por ventura poderiam ter os mesmos questionamentos, buscando respostas e um fio de esperança para os seus problemas.

Existe uma lenda, que as mulheres dos marinheiros saiam à noite, iam até o cais do porto e ficavam horas ali olhando para o horizonte, avistando de longe as luzes das embarcações com a esperança de que ali fossem as lanternas dos barcos dos seus esposos apontadas para a praia, e que em breve eles iriam ancorar. Alguns de fato voltavam, mas muitos ficavam pelo caminho, contudo enquanto elas vissem essas luzes ali ainda havia esperança para a vida.

O grande músico e compositor Herbet Vianna traduziu essa história na música Lanterna dos Afogados:
“Quando tá escuro / E ninguém te ouve / Quando chega a noite / E você pode chorar / Há uma luz no túnel / Dos desesperados / Há um cais de porto / Pra quem precisa chegar / Eu tô na lanterna dos afogados / Eu tô te esperando / Vê se não vai demorar”

Quantos de nós estamos na Lanterna dos Afogados esperando alguma coisa de algo ou alguém?

É um estudante que espera o resultado da prova do vestibular; um pai que espera a volta do filho que saiu de casa para beber ou se drogar; um paciente com câncer esperando um resultado da biópsia diferente; uma esposa esperando que o marido volte para a casa e recomecem a família ao lado dos filhos, enfim, são vários casos em que colocamos a esperança em algo ou alguém.

O problema é que a esperança quando é posta em algo mortal, pode vir a morrer também. Nem sempre os resultados acontecem da forma que esperamos, e o tamanho que é a esperança é também a frustração.

Em meio ao que aconteceu, eu lembrei de quando perdi meu pai no ano 2000, pois quando cheguei no hospital e dei o seu nome, descobri que ninguém com aquele nome havia dado entrada naquela noite, e por alguns segundos reacendeu a esperança de que havia sido um engano, mas logo descobri que não tinha dado tempo nem de fazer a ficha de entrada.

Naquele momento a esperança havia morrido. Mas como? A esperança não é a última que morre? Seria aquele de fato o último momento?

Foi o meu momento de estar na Lanterna dos Afogados, mas Deus me visitou, veio até o meu porto trazendo consolo, conforto e abrigo, nesta hora eu aprendi que a esperança não é a última que morre quando essa esta se chama Cristo.

Olhando para o Apóstolo Paulo, entendi que há glória nas tribulações, pois elas produzem perseverança e a perseverança um caráter aprovado que produz esperança e que essa esperança não nos decepciona (Romanos 5). O mesmo Paulo quando escreveu à Timóteo na primeira carta, afirma que a esperança tem nome e se chama Jesus Cristo. (1 Timóteo 1.1)

Se a nossa esperança for Cristo ela não morrerá nunca, pois um dia já morreu e ressuscitou, portanto a esperança vive!

Pode ser que os resultados não sejam os que estamos aguardando, pode ser que dê tudo certo, mas também pode ser que dê tudo errado, porém se a esperança for Cristo, sabemos que mesmo na permissão Divina, prevalecerá a vontade soberana de Deus.

Em Mateus 6, um trecho do sermão do monte, Jesus ensina aos seus seguidores a viverem o dia de hoje , e aqui não é um ensino displicente onde estamos proibidos de nos planejar, mas é um ensino que traz a esperança de que o dia de amanhã pertence a Ele, que há certas situações em que não temos o controle e só nos resta ter a esperança de que Ele fará tudo conforme a sua vontade.

Que a luz vista do cais do porto seja a lanterna de Cristo vindo até nós, nos iluminando quando está escuro, falando quando nada se ouve e enxugando as lágrimas quando estamos à chorar.
“Coloquei toda minha esperança no Senhor; ele se inclinou para mim e ouviu o meu grito de socorro.” (Salmos 40.1)

Por: Euriano Sales | Via: MVC

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